**Tipos de Ingressos**
Meia Entrada: Estudantes, Professores e Pessoas acima de 60 anos.
Porto Seguro: Cliente + 1 acompanhante R$ 35,00 cada um.
Renner: Cliente + 1 acompanhante R$ 35,00 cada um.
Recorte Jornal da Cidade.
Produção Local: Ferreira Eventos Culturais
Danielle Winits e Maria Eduarda de Carvalho na Comédia romantica
DEPOIS DO AMOR "Um encontro com Marilyn Monroe"
Texto - Fernando Duarte | Direção - Marília Pêra.
Release
O texto, uma homenagem aos noventa anos de Marilyn Monroe é de Fernando Duarte, mesmo autor de “Callas” que também teve direção artística de Marília Pêra.
O projeto marca mais uma parceria entre o autor Fernando Duarte e Marília Pêra. Eles se conheceram nos bastidores de um teatro quando Fernando era contrarregra e camareiro e trabalhou em um espetáculo dirigido por Marília. Alguns anos depois, em 2013 a atriz dirigiu um texto do autor, intitulado “Callas” em homenagem aos 90 anos de Maria Callas. A peça permaneceu dois anos em cartaz. “Callas” foi foi escrito para comemorar os 90 anos de Maria Callas, e “Depois do Amor” para homenagear os 90 anos de Marilyn Monroe.
Marilyn Monroe, o simples nome sozinho, representa coisas diferentes para pessoas diferentes. Para alguns, sugere o padrão absoluto da sensualidade feminina. Beleza. Graça. Sofisticação. Para outros, vem à mente insegurança. Infelicidade. Tragédia. Mas para apreciar a vida complexa e fascinante dessa mulher enigmática, é preciso deixar de lado quaisquer noções preconcebidas sobre ela, tarefa, com certeza, difícil, considerando o seu status de iconoclasta.
Foi uma pessoa que superou dificuldades aparentemente intransponíveis para tornar-se não só respeitada e adorada, mas também, para muitos, a maior estrela de cinema do mundo. Embora grande parte de sua vida tenha sido dedicada a construir e manter sua carreira, Marilyn era apaixonada em particular pela busca à família. Buscava a estabilidade subtendida na ideia de um núcleo familiar. Infelizmente para ela, essa promessa não se cumpriu.
Talvez a verdadeira historia de Marilyn gire em torno de algo, que ela, em seus melhores momentos possuía em abundância: esperança. Acreditava que tudo era possível. Era mais que apenas uma atriz famosa. Foi uma alma vulnerável, um espirito generoso, e um soldado corajoso na devastadora batalha com a própria mente.
DEPOIS DO AMOR mostra que existiu uma outra Marilyn, mulher, elegante, sofisticada, muito complexa, séria, mas também, extremamente divertida e inteligente. A Marilyn humana, a mulher por trás do mito, era bem mais fascinante.
Dizer que nenhuma outra atriz vendeu tanto quanto ela, nem começa a explicar a importância que teve para o mundo do cinema. Ainda hoje é vista nas vitrines da vida como uma referência que nunca sai de moda. No entanto, por trás do sorriso fotogênico, era uma pessoa frágil e vulnerável, tinha uma combinação de esplendor e anseio que a destacava. Longe dos holofotes, sem a maquiagem que a transformava no mito Marilyn Monroe, às vezes, passava despercebida. Era uma mulher muito simples e amada pelas pessoas de seu circulo mais próximo. E é justamente esse lado menos conhecido, o lado mais humano que o espetáculo pretende mostrar. Cinquenta e três anos após sua morte, ainda é capaz de fascinar e inspirar. A Marilyn viva promoveu um caso de amor com o mundo e, morta, provocou uma espécie de necrofilia em massa. Sim, teve e mantém a espantosa fama que tantos almejam - mas, além disso, tinha uma incrível doçura que tocava a todos.
O espetáculo:
Em 1962 Marilyn iniciou as filmagens de “Something’s got to give”, seu último filme, que ficaria inacabado. Para assinar os figurinos, ela convidou o famoso estilista Jean Louis. Nos primeiros 16 dias não apareceu no set alegando uma sucessão de enfermidades. Quando finalmente decidiu trabalhar, estava alguns quilos mais magra e foi preciso ajustar todos os vestidos. Jean enviou uma de suas assistentes a casa que Marilyn tinha acabo de comprar.
Margot Taylor, a bela assistente de Jean Louis, era uma velha conhecida de Marilyn. Se conheceram em 1952 nos bastidores de um filme e ficaram amigas. Na época, Margot era namorada de Joe DiMaggio, mas logo que conheceu Marilyn, ele se apaixonou perdidamente, rompeu com Margot e se casou com a sexy symbol. O casamento durou apenas nove meses. Margot, perdeu o namorado e a amiga. Dez anos depois, a vida se encarregou de colocar as duas frente a frente para um acerto de contas.
Dirigido por Marilia Pêra e protagonizado por Danielle Winits e Maria Eduarda de Carvalho, o espetáculo é um estudo da alma feminina – esta pode ser uma definição para o projeto “Depois do Amor”. Ou não: o espetáculo pode ser um pouco mais do que isto. Em cena, um dos maiores mitos da feminilidade do século XX: Marilyn Monroe, a mais absoluta encarnação do glamour, da feminilidade e da carência afetiva, e Margot, uma mulher comum. Apesar das diferenças abissais entre os dois mundos, perceptíveis de imediato, a mesma prisão as aproxima, a dificuldade de se afirmar com autonomia em um mundo controlado pelos homens e a impossibilidade de encarar a vida sem afeto.
Enquanto experimenta os belos vestidos, elas falam do passado, dos amores, das alegrias, lembram relatos engraçados, as aflições e vislumbram um futuro, futuro este, que a Deusa do cinema não teve, já que faleceu aos trinta e seis anos.
“Em cena, Danielle Winits materializa a estonteante garota-pecado com delicadeza, através de uma minuciosa escolha de gestos, trejeitos, expressões”
“A diversão é certa – o autor esboça em cena dois perfis de mulher contemporâneos plausíveis, um tanto complementares, pois são formas femininas de servidão no mundo dos homens”.
“A presença de Marília Pêra se faz notar por toda a cena, nos toques sutis de teatralidade e de feminilidade, nas filigranas do desempenho de Danielle Winits. Elas foram moldadas para expor Marilyn como performance, tanto nos gestos estudados para atrair a atenção, como nos trejeitos para encantar e seduzir, culminando na consciência do corpo desejado e desejante. O espírito profundamente profissional de Marília Pêra, a sua total entrega ao teatro, repercutem na excelente Maria Eduarda de Carvalho. Ela arrebata em cena, sustenta com vigor e credibilidade o papel da mulher reprimida dos anos 1950/1960, a senhora do lar, imagem que Marilyn Monroe ousou despedaçar ao longo de sua vida, talvez por não ter tido jamais um lar”. Tania Brandao
“Danielle Winits mostra em atuação impecável, uma Marilyn pouco conhecida do grande publico”. Léo Uliana
“A primeira grande surpresa da peça é o bom texto, de FERNANDO DUARTE, com diálogos curtos e recheados de muita ironia e sarcasmos”. Gilberto Bartholo
Ficha Técnica
Autor - Fernando Duarte
Direção - Marília Pêra
Elenco - Danielle Winits e Maria Eduarda de Carvalho
Figurinos - Sônia Soares
Cenário - Natalia Lana
Iluminação - Wilmar Olos
Trilha sonora e assistente de direção - Paula Leal
Projeções - Anibal Diniz
Visagismo - Max Lira e Chico ToscanoFotos material gráfico - Lucio Luna
Fotos de cena - Guga Melgar
Operador de som - Thiago Pinto e Andrey Brandao
Diretor de cena - Ricardo Silva
Direção de produção - Fernando Duarte e Cássia Vilasbôas